21 abril 2010

Alagoas não corre mais risco de perder Estaleiro Eisa

Parece ter chegado ao fim o impasse sobre a competência para o estudo de impacto ambiental para implantação do Estaleiro Eisa na cidade de Coruripe. Após reunião entre a ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, governador do Estado e a bancada federal de Alagoas, o Instituto do Meio Ambiente de Alagoas (IMA) e o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) deverão, juntos, realizar o estudo de impacto ambiental e emitir parecer sobre a instalação do empreendimento.

O impasse teve início após um parecer técnico do Ibama que apontava para o grande impacto ambiental e a possibilidade de ‘favelização’ da região devido à migração de centenas de pessoas de outros estados que virão a procura de trabalho em Alagoas.

Na manhã desta quarta-feira, dia 21, a superintendente do Ibama em Alagoas e o presidente do IMA, Adriano Augusto, concederam entrevista coletiva para explicar como se dará o trabalho conjunto dos órgão a partir de agora.

Segundo Menezes, o impasse chegou ao fim e o parecer que apontava ‘favelização’ da área foi superado diante da importância de instalação do empreendimento no Estado. “Havia um impasse quanto a dúvida na questão da competência na emissão do parecer técnico. Vamos trabalhar em conjunto para fazer o estudo de impacto ambiental. Quanto a ‘favelização’, este assunto foi superado pela ministra, que entendeu que o empreendimento é de grande importância para Alagoas e o estado terá que adotar medidas compensatórias para os impactos ”, explicou.

Leia Mais...

inda segundo os responsáveis pelos órgãos, não existe mais risco de Alagoas perder a instalação do Estaleiro Eisa. Para instalação do empreendimento, há três etapas a serem seguidas: a licença prévia, a licença de instalação e a licença de operação.

Para licença prévia, estuda a viabilidade ambiental. O estudo para emissão desta licença deverá ser emitido pelos órgãos até agostos deste ano. Questionados sobre o prazo final até a instalação efetiva do estaleiro, os diretores dos órgãos preferiram não especular. “Não há como dizer prazos, mas há sim vontade e empenho para se trabalhar em conjunto e agilizar dentro da legalidade os pareceres necessários”, completou Adriano Augusto.

Como parte do estudo de avaliação do impacto ambiental, está marcada para esta sexta-feira, dia 23, uma audiência pública em Coruripe, onde a população e ambientalistas serão ouvidos sobre a implantação do estaleiro na cidade.

Nenhum comentário:

Postar um comentário